Eu sou o Pilantras, ou melhor, era.
O Ventor dizia-me que eu tinha uns olhos lindos. Condiziam perfeitamente com a pelagem que Deus me deu ou sobretudo, se preferirem, como o Ventor dizia.
Já voltei cá, pela mão da deusa Bastet e observei a tristeza do Ventor quando ele pegou nas minhas cinzas. Agora, enquanto Bastet me mostra este outro, para mim, novo mundo, o Ventor continua a sonhar comigo e a tentar não me pisar, aguarda que eu vá para a cama e a levantar-se às cinco da manhã para me dar de comer. Ele chora por mim, tanto como eu choro por ele. Mas a deusa Bastet já me disse que eu continuaria a visitar o Ventor em sonhos e que ele, vai continuar a sentir sempre a minha presença.

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