sexta-feira, 17 de abril de 2026

Os Fiéis Defuntos

 O Ventor diz que os seus amigos, todos eles, aqueles que já foram chamados à presença d'O Senhor da Esfera, são parte do todo a que os homens chamam "Os Fiéis Defuntos". Por isso, o Ventor recorda todos eles e marca presença nos jardins mais tristes que existem: os cemitérios, no dia de "Todos os Santos" e, no dia dos "Fiéis Defuntos".

Este ano de 2014, fui ao Cemitério da Amadora, no dia 31 de Outubro, no chamado "Dia das Bruxas" porque, iríamos ter os dias um e dois de Novembro muito ocupados. Foi ali que, mais uma vez, comecei a recordar todos aqueles que, pelos anos fora, caminharam a meu lado e já me deixaram.

Tenho familiares e muitos amigos, espalhados por muitos cemitérios de Lisboa e arredores. Na Amadora, no Alto de S. João, nos Prazere, em Benfica, no Lumiar, ... e com todos esses, os cemitérios de Adrão, de Paradela, .... E, quantos outros que já nem sei onde estão!

Ontem, na comemoração do primeiro aninho do Santiago, dia de Todos os Santos, recordei todos aqueles que me foram deixando e os Santos a quem, pela vida fora, fui pedindo protecção. Depois recordei também aqueles que vim a conhecer desde o primeiro ou os primeiros dias do seu nascimento. Recordei, também, os anos daqueles que nos convidaram ontem para comemorarmos os seus aniversários. O nosso amigo Mendes D., o nosso pequenote Afonso e, como não foi possível o desdobramento, calhou-nos estar presentes no anito do nosso pequenino Santiago, um novo Príncipe das Marés ou Príncipe da Pérsia mas que saberá sempre que, apesar da vida não lhes ter sorrido nos primeiros tempos do seu primeiro ano de vida, nem tudo será negativo e ele saberá, com o tempo, tal como eu espero, que terá sempre amigos a seu lado.

Não fomos ao porco assado para os lados de Santarém, não fomos caminhar entre os medronhos pela Arrábida mas, caminhamos no Lugar do Sol ao lado do Santiago e dos seus e nossos amigos. Para todos eles, continuo a pedir ao Senhor da Esfera que lhes proporcione tudo de bom e que continuem a festejar por muitos, e muitos anos, junto dos seus familiares e amigos, com ou sem a presença do Ventor.

Mas eu não esqueço ninguém, mesmo não tendo a possibilidade de visitar as suas lápides. Recordo o tempo que, quando ainda um puto, com meus pais em Paradela, entrava no cemitério de Adrão, já de noite, para acender uma velinha aos meus avós. A lanterna numa mão e a vela na outra, com a caixa de fósforos no bolso. Já nessa altura gostava de ver a velas a arder, iluminando-os a todos.



 A chama da Luz para os que nos deixaram

Hoje não posso lá ir, mas não esqueço ninguém. Também não esqueço nenhum dos meus companheiros de guerra que tive conhecimento que nos deixaram. Continuamos sempre juntos.

A frase que se encontra na lápide de Artur Bual, penso que será da autoria dele, julgo que ninguém deve esquecer. Será mais ou menos isto: «a Terra é generosa. Continua a oferecer-nos flores».

Penso que isso é uma verdade absoluta que não devemos esquecer. Temos muito que fazer para que a terra continue a ser generosa. E, também, nunca esquecermos de levar a sua generosidade até junto daqueles que já nos deixaram.

Dia de S. Francisco

 O Ventor diz-me que hoje é o nosso dia - o dia dos Animais. O dia de S. Francisco.

 S. Francisco de Assis

Eu e o Quico somos as belezas do Ventor. Ele diz-me que o Quico foi e, ainda é, uma das suas belezas e agora eu também sou.

O Quico foi um gato feliz, andando sempre com o Ventor a passear pela Net. A perdição do Quico eram as Montanhas Lindas do Ventor e outras. E a minha perdição também está a ser essa, onde posso visitar os nossos amigos!

 Quico - o gato do Ventor

Eu gosto muito dos animais que o Ventor coloca aqui quando os trás nas fotos.

Muitos de vós já sabeis que, um dia destes, eu desapareci. Saí para a escada quando a minha amiga Verónica dava brilho à porta das escadas. Depois ouvi fechar a porta e caminhei nas escadas para baixo e para cima, chamei mas a Verónica devia estar a limpar as varandas e não me ouviu. Depois subia da cave e um homem entrou com sacos das compras que me quis pôr fora das escadas. Disse à nossa vizinha que entrei quando abriu a porta. Eu não queria sair mas eles puseram-me fora.

Fui escorraçado da nossa casa por gente que não gosta de gatos.

Caminhei perdido pelo Parque Aventura mas sempre de olhos nos choupos. Foi ali que o Ventor e a minha Dona me encontraram. A minha fome era muita e eu tinha de vir aos choupos onde poderia encontrar comer. O Ventor ia voltar ao rio e um vizinho disse: "venha por aqui que está aqui um gato parecido com o seu". O Ventor desviou-se e chegou à minha frente. Eu fiz marcha atrás e escondi-me na mata de flores. Eu ainda ouvi o Ventor dizer para eles: "este deve ser o Pilantras". Passou para trás de mim para eu sair pelo lado da minha Dona mas, eu saí pelo lado dele numa correria louca direito ao rio. Ele ficou contente por me ver porque achou que era eu mas, não acreditava que eu lhe fugisse! Parei junto ao parapeito de madeira junto ao rio e estava lá o meu "inimigo" que disputava comigo o domínio do território que há dois anos, atrás, era meu.

O Ventor correu atrás de mim para me ver melhor pois era de noite e, de noite, como dizem, todos os gatos são pardos! Encontrei lá o outro e preparei-me para a luta já o Ventor estava a meu lado. Como o Ventor e a minha Dona têm dado de comer ao outro, um gato abandonado ou, com um azar igual ao meu, tive medo e fugi. Fui-me esconder no meio da folhagem e a minha Dona colocou-se do lado da estrada para eu não fugir para lá, o terror de todos os gatos.


A minha Dona chamou-me: "Pilantrinhas, chaninho, anda cá meu menino". Eu mantive-me escondido mas ouvia com insistência a minha Doana a chamar-me e, aquela voz, era a vós que eu conhecia há cerca de 28 meses, quatro meses em que ela me matava a fome, junto dos choupos e 24 meses de uma vida feliz em casa. O Ventor chegava e dizia que eu, quase de certeza absoluta, era o Pilantras. Quando ele chegou eu saí do meio da mata de flores, meti a cabeça de fora e dirigi-me para a minha Dona. Ela agarrou-me e fomos os dois para casa a choramingar com o Ventor atrás. Quando o Ventor abriu a porta e eu me encontrei ao colo da minha Dona, nas nossas escadas, senti-me o gato mais feliz do mundo.

Agora o Ventor contou-me quanto sofreu, de noite e de dia, à minha procura. Ele disse-me que pediu a todos os Deuses e Santos para me guardarem. Pediu ao Santo António para me guardar como lhe guardava as vacas nas montanhas de Adrão. Pediu à Deusa egípcia dos gatos, Bastet, para me pôr no caminho dele. Agora diz-me que foi a Deusa Bastet que me trouxe para casa, porque ele lhe pediu!


A minha Dona, tal como o Ventor, gostam muito de todos os nossos amigos e de mim. Foi assim que caminhamos para casa, na quinta-feira à noite 

 


Como poderia eu não atender aos rogos da minha Dona?!

Hoje, dia de S. Francisco, o nosso dia, estamos juntos e felizes. O Ventor disse-me que se tivesse dinheiro suficiente comprava um espaço onde meteria todos os gatos abandonados da Amadora e onde o comer e a água nunca lhes faltasse. Os gatos abandonados ou perdidos, embora não se deixem apanhar, porque sabem que há pessoas más, olham para as pessoas com amor. Foram sete dias terríveis para o Ventor e ele disse-me que as pessoas que dão de comer aos cães e aos gatos da rua são as melhores pessoas do Mundo.

Menino

 "Menino"!

Era assim que a minha dona lhe chamava. "Menino"? Sim, era assim mesmo! E, com a velhice, o "Menino" não se tornou pobre e mal agradecido.

O Ventor contou-me a história deste gato a que, primitivamente, chamava "Preto e Branco". Ele era preto e branco e, com a velhice tornou-se mais castanho e branco.

Uns anos atrás, nos tempos do Quico, quando os gatos tinham uma vida ainda mais difícil, havia um gato velhote, o Branquinho, um gato quase todo branco que começou a perder o comando do grupo e foi para este último menino. Um dia, o Ventor chamou o Branquinho e deu-lhe algo para comer mas, mal o Ventor o deixou, ele foi atacado por este último Preto e Branco, este outro "Menino". O Ventor deu uma batida neste último menino e, posteriormente, quando ele via o Ventor fugia a sete pés. Quando este último menino começou a ficar velho, tal como o outro fazia, passou a vir pedir comer ao Ventor e à minha dona. Ele, quase rigorosamente, todas as noites vinha debaixo dos choupos pedir comer e, para mal dos pecados de todos os gatos, eu aprendi com ele a pedir comer a quem tinha bom coração para o dar. O Ventor e a minha dona fazem parte dessa gente. Ainda hoje, dois ou quatro, vêm pedir comer debaixo do choupo, tal como eu e outros viemos. Só que hoje eu sou um rei e assisto do meu Miradouro à sua desgraça que também já foi minha.

 
Também os gatos entram na guerra
 
Churchill, afaga o gato mascote do navio couraçado HMS Prince of Wales (53). Pelos vistos terá morrido com a sua tripulação no mar do sul da China, quando a aviação japonesa o meteu a pique. Foram três tiros deste couraçado que deixaram o Bismark moribundo na batalha do Mar do Norte.
 

 
Miacis o ascendente dos nossos gatos há milhões de anos (40?) Este arquivo é obra de Mr. Fink and is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license
 

O Dinictis, também conhecido por "falso tigre dente de sabre"

 
Será deste animal já extinto há cerca de 20 milhões de anos que descendem todos os gatos.
 
Mas, os gatos, todos aqueles que fazem parte da minha família e, protegidos da Deusa Bastet, começaram a relacionar-se com o homem na caminhada dos milénios. Eu acho que ninguém sabe desde quando mas, certamente, durante os últimos milénios. Há quem diga que, há 9.500 anos atrás, já há registos arqueológicos da sua ligação ao homem por terras de Chipre.
Mas acredita-se que essa ligação já era efectiva muito antes por terras hoje chamadas do "Fértil Crescente". De qualquer modo, sabemos que os egípcios adoravam os gatos milhares de anos atrás. Sabemos também que, quem matasse um gato no Egipto seria condenado à morte e, se os gatos morressem de morte natural, os egípcios guardavam luto por eles. Tudo isto porque, para além do mais, os gatos eram úteis. Eles guardavam os celeiros dos ratos e outros roedores e, mais não fosse, seria suficiente para que, o gato e o homem fizessem uma parceria na partilha deste Planeta Azul.
 
Mas hoje tudo é diferente!
Tirando algumas aldeias onde os gatos ainda prestam grandes serviços aos homens, na luta contra os roedores, a evolução da vida moderna não deixa que os homens se preocupam com os seus celeiros. O homem é um animal egoísta e acha que não precisa dos gatos para nada. Não fosse haver ainda muita gente a ter amor por esses animais e a maioria dos homens já teria dado cabo de todos os gatos porque não lhe fazem falta, pensam eles.
 
Diz-me o Ventor que os homens devem olhar os gatos e todos os outros animais domésticos e selvagens, como parceiros das suas caminhadas e não como intrusos. Provavelmente, todos esses animais andam cá primeiro que o homem e têm tanto direito como o homem a ocupar este espaço do Planeta Azul, sob o Tecto do nosso amigo Apolo.
 

O gato "Preto e Branco" - o Menino

Eu sei amiguinho que tu foste um gato querido por muita gente que te tentou ajudar. O Ventor disse-me que tu, tal como o gato Branquinho, sempre agradeceste o comer que te davam. Primeiro com o olhar e, de seguida, com o miar. O Ventor dizia-me que tu, quando ele e a minha dona viravam costas, ficavas a olhá-los com os olhos fixos neles e a miar, era a tua maneira de dizeres obrigado. Não deixavas que te agarrassem mas, por fim, já deixavas tocar na cabeça. A minha sorte foi deixar-me agarrar pelo Ventor e pela minha Dona. Hoje somos todos muito felizes. Fiquei muito triste quando deixei de te ver debaixo dos choupos e eles iam à tua procura. Até um dia amigo, quando nos voltarmos a encontrar junto da nossa Deusa Bastet.
 
A mim, o Ventor e a minha Dona dão-me de comer e eu partilho com eles todo o meu amor com estes verdadeiros amigos. Somos uma verdadeira família.
Há pouco, estava com o Ventor a ver televisão e vimos que uma gata na Austrália salvou o seu dono de morrer queimado num fogo que lhe destruiu a casa. Na América, tempos atrás, uma velhota foi salva pelo seu gato de ser assassinada por dois bandidos que já lhe tinham colocado o fio do telefone em volta do pescoço. O gato atacou-os e arranhou-os e foi por essas arranhadelas que a polícia os apanhou. Uma menina foi salva pelo seu gato quando este atacou o cão que a poderia matar. Diz-me o Ventor que "os animais são peluches vivos que para além de serem belos companheiros, em muito nos podem ajudar".
 
Eu por aqui andarei a observar muitos dos meus amigos que a meu lado passearam neste jardim. Hoje não precisam de nos chamar "vira-latas" porque já não há latas para virar. Os grandes sistemas do lixo não nos permitem apanhar os restos. Se não houver quem nos ajude, todos os gatos morrerão à fome, nas grandes cidades. Não deixem morrer os vossos parceiros de caminhada que ainda por cima são tão lindos e bons companheiros. Eu tenho muita honra de ser um gato, o vosso amigo Ticas - o Pilantras.

As minhas Férias no Algarve

 Pois é, amigos ...

Aqui o vosso amigo Pilantras foi passar umas pequenas férias no Algarve. O Ventor apontou a Sul e disse-me que me preparasse porque íamos passar férias a sul mas que não me preocupasse porque seria sempre bem longe da linha do Equador e bem para Norte. Seria no reino dos Algarves.

Fui sempre a refilar com ele mas o gajo parece feito de metal, frio como um iceberg e sem passar cartão, alguma vez que fosse, às preces de um gato. Quando dei pela fé, estávamos numa casa nova numa Quinta muto bonita com muitas amendoeiras e figueiras e, especialmente, muitas videiras para o belo vinho de Lagoa. Depois de me meter dentro da nova casa, tão frio que é que lhe rasguei uma camisola e nem me ralhou. Apenas me disse: "desenvencilha-te, porque a partir de agora estás por tua conta. Só te dou de comer e de beber e, tal como fazes no outro sítio, esperas que eu venha"!

Ele ouviu uma grande algazarra, pegou na máquina e saiu! Eu limitei-me a dizer: "estou lixado"! Em algazarras não me meto. Comecei a procurar um buraco para me esconder e nem debaixo da cama me safei. Não tinha onde me esconder mas aprendi tudo com o Ventor, até a abrir armários. Meti a "mão" na porta de um armário da cozinha, enfiei-me lá dentro mas tinha um buraco comunicante com o outro armário e passei-me para lá. Pensei logo: "aqui ninguém me topa"!

Afinal, a algazarra que o Ventor tinha ouvido e foi logo a correr para os fotografar, era feita por abelharucos que fazem dos campos algarvios, segundo me disse o Ventor, uma festa permanente. O Ventor passou pela piscina de máquina na mão, entregou a chave da casa à minha Dona e evaporou-se por entre as amendoeiras a tarde toda. Disse-me que eram só pegas azuis e abelharucos que, esvoaçando de amendoeira em amendoeira e de figueira em figueira, fartaram-se de gozar o Ventor. "Anda lá Paparazzi, fotografa que a gente deixa"!

Mas nunca deixaram! Também são mauzinhos! Nem o Ventor merecia isso! Afinal ele é só amigo deles.

Foi sempre assim. Nada de fotos! Eles iam e vinham e não pousavam em condições de serem fotografados. Quando pousavam perto, eles ficavam entre as ramagens e fugiam pelo lado contrário. Foi assim todos os dias. Numa caminhada que fez da Senhora da Rocha até pertinho de Benagil, passando por Porches na força do calor, já com um joelho a dar o negas porque tinha batido com ele, na véspera, numa mesa de uma explanada de Carvoeiro, o Ventor via os abelharucos passar sobre ele sempre na sua algazarra de festa. Mas nada! Depois chegou o nosso amigo Santiago com os pais e a minha Dona e sacaram o Ventor duma estrada de fogo, que ia direitinha ao Inferno. Não ia mas, segundo o Ventor, parecia.

Mas se o Ventor não conseguiu as imagens que queria dos abelharucos e das pegas azuis, restam-nos imensas fotos de Santiago, como esta em que ele sorri em desafio para o Paparazzi

Agora, com o joelho doente, o Ventor já me disse que não ia poder ir à Pedrada e, se for assim, já me safei de viajar até ao Norte que já conheço e não fiquei com vontade de lá voltar. Não quero mal ao Ventor mas pode ser que Santiago me ajude.

Pelos caminhos de Santiago

 Pelos caminhos de Santiago.

Já muita gente ouviu falar dos caminhos de Santiago. Os caminhos de Santiago são vários e todos têm a meta em Compostela, no centro da Galiza. Por ser em Compostela, daí o Santiago de Compostela.

Santiago Maior Foto da minha amiga Wiki 

O Ventor contou-me a história de Santiago como já a tinha contado ao Quico e essa história toda a gente já terá ouvido contá-la, bem como já terá ouvido falar da vieira, do cajado, da cabaça da água, ... dos peregrinos que há muitos séculos pisam os caminhos que de vários países da Europa se dirigem para Compostela, na demanda de Santiago.

O Ventor também me contou que Santiago terá pregado o Evangelho por terras da velha Ibéria ou a Espanha Romana e, um dia, talvez com saudades ou por necessidades da pregação, voltou às terras da Judeia, tendo sido decapitado em Jafa ou Jerusalém. Posteriormente à sua morte, os seus discípulos, Teodoro e Atanásio, transportaram o corpo de Santiago, num barco de pedra, soprado pelos anjos, até ao local onde é hoje Padrón, então porto da Iria Flavia, uma localidade romana.

Depois muitas coisas aconteceram até aos nossos dias em honra de Santiago e os caminhos da peregrinação aí estão traçados nos chãos de Espanha, França, Portugal, ...

 

Igreja de Santa Maria de Iria Flavia, porto na confluência dos rios Sar e Ulla. Por aqui passou Santiago. Uma foto de Lago Pillado, tirada da Wikipédia sob esta licença http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/



Réplica da antiga ara romana na qual, segundo a lenda, foi amarrada a barca de pedra que transportou os restos mortais do Apóstolo Santiago, desde a Terra Santa para a Galiza e que está na origem do topónimo Padrón (Foto tirada da minha amiga Wiki). A ara original está hoje situada por baixo do altar da igreja de Santiago em Padrón

Foi em Padrón, que uma vez o Ventor e família comeram um bife feito em horas extraordinárias, pela cozinheira que já ia na rua e o patrão do restaurante a chamou para nos fazer o bife, a coisa mais rápida. Quando nós pensávamos que toda a gente estaria na janta, já todos iam dormir.

O Ventor já caminhou (rodando de automóvel) por alguns desses caminhos que a vieira nos indica, alguns dos quais foram absorvidos por estradas. Mas agora tenho outra história que o Quico, o velho amigo do Ventor, não chegou a conhecer.

Temos outro Santiago! Este é nosso 

Santiago, outro amigo do Ventor

Para o Ventor há outro Santiago na nossa vida. Este chegou há poucos meses, também como o primeiro de que tanto já ouvimos falar. Apareceu do nada sob o tecto do nosso amigo Apolo e iluminado pela sua luz. Os caminhos deste Santiago não são indicados por "vieiras" pintadas de amarelo sobre postes de madeira e o Ventor teve de o fazer no sentido diferente de Compostela, rumo ao Lugar do Sol.

Continuará a ter os colos do carinho que já outros lhe terão dado que não aquele que lhe deu a luz

É verdade! Nascido no Hospital Amadora Sintra, rumou ao Estoril onde acostou e, donde mais tarde, outros discípulos o transportaram para o Lugar do Sol. Ali, iluminado por Apolo de dia e de noite por Diana, dois belíssimos amigos do Ventor, ele é guardado por belezas do mundo que o homem teima em destruir.

Santiago observa curioso o mundo que o rodeia. Já ouviu o Ventor falar da natureza que o espreita. Animais ...

flor.jpeg

 ... bem como as flores coloridas que se vai habituar a observar no seu novo Lugar do Sol e os insectos esvoaçando sobre elas

Ali, o novo Santiago vai aprender, na sua escola da vida, a conviver com muitos dos amigos do Ventor. Cobras e lagartos, abelhas e besouros, coelhos e perdizes, águias e falcões, rolas e pombos, pintassilgos e rouxinóis, entre muitos outros, serão alguns dos amigos do Ventor que irão velar por este nosso Santiago.

E com eles, o Ventor espera tudo de bom no futuro do Santiago.

Quico Pilantras   O Quico continua a observar-nos.   Eu sei ... tu sabes Tu eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o ...