sexta-feira, 17 de abril de 2026

S. Martinho de 2017

 Hoje foi assim o dia de São Martinho, cá em casa e, mais uma vez, o Ventor incumbiu-me de desejar a todos os nossos amigos, os votos de que não lhes faltem castanhas.

Eu sou o Ticas e, como o Ventor, também festejo o São Martinho

Quando o nosso amigo Apolo, coloca os cotovelos sobre o parapeito da janela, espreita lá de fora e começa a brincar comigo e com o Ventor, tudo fica mais bonito. Mas este ano já ouvi o Ventor desabafar que Apolo está a aparecer vezes demais. Hoje está bem porque estamos no verão de São Martinho mas o Ventor já me disse que, se vai zangar com ele para ver se ele vira as costa por uns tempos e deixa avançar as chorosas fadas de Neptuno para junto de nós, a ver  regam isto. 

A mesa está quase posta mas aposto que a minha dona não quer as cabras na mesa, quer o São Martinho venha, quer não

O dia estava lindo, fazendo jus ao verão de São Martinho. O sol entrava pela janela da sala e pela porta da varanda e eu dormia a minha sesta descansado. De repente vi o Ventor com a máquina na mão e começar a tirar fotos. Pensei logo: "aqui não há coisa boa".

Isto é que é uma vida! É só tirar os livros e colocar os pratos

Fui-me chegando e não havia mesmo. O Ventor ia sair e disse-me: «Ticas, vai pensando em desejar as castanhas para os nossos amigos porque hoje é dia de São Martinho. Eu e a Dona vamos comprar umas coisas e ver se há castanhas melhores do que as que trouxemos ontem»

Que mal fazem as cabras na mesa? Se o São Martinho vier, até pode ficar contente

Pensei logo para com os meus bigodes: "estou lixado. Este gajo vai embora e nunca mais volta. Vai deixar-me só com o São Martinho"!

Mas não. Foi e veio logo para brincarmos com as castanhas. E trouxe castanhas boas, bem melhores que as castanhas que ontem comprou no Continente. Mas arranjou-as no "Continente Bonjour", aqui em Massamá, que é da mesma família.

O Ventor diz que o São Martinho ainda vai levar estas frutas secas com ele e vai dizer-lhe para ir ao Checa à água pé para participar noutras festas

Ainda sobraram castanhas, nozes, avelãs e água pé. Ah, o São Martinho, disse-me o Ventor, esteve connosco à mesa mas eu não o vi. Eu fui para o ombro do Ventor para espreitar lá de cima mas o São Martinho só o Ventor e a minha Dona é que o viram. O Ventor diz-me que se eu não o vi é porque sou zarolho porque o Quico via o São Martinho sempre.

Agora vou me portar bem porque para o ano quero ver o São Martinho. Se não o ver, nunca mais quero saber das castanhas para nada!

O Ventor falou-me da serra de Soajo

 Eu sou apenas um gato, mesmo assim, o Ventor informa-me de muitas coisas. Hoje voltou a falar-me de Soajo. Claro que eu já lá andei e mais ainda, já conheci, como o Ventor diz, as fraldas das suas Montanhas Lindas. Já vi o Sítio do Quico, os cavalos e as vacas que se alimentam por lá e já bebi água das Fontes, uma nascente que o Ventor diz ser a melhor água do mundo, como a água do Muranho, da Naia e outras.

 A nascente das Fontes no caminho de Adrão para Paradela e Várzea

O tanque das Fontes, e a mesa de pedra para os petiscos. Não se pode nem se deve fazer lume para assar sardinhas ou coisas assim, mas sempre podemos levar frango assado, rissóis, pastéis de bacalhau, chouriço, presunto, .... para fazer o melhor dos pic-nics

 As Fontes vistas do Miradouro de Soajo. A Máquina procurou mas não encontrou, as árvores não deixam

O Ventor diz que sente nojo por todos aqueles cabeças de fuinha que só têm caca no cérebro porque, por portas e travessas, decidiram chamar serra da Peneda à serra de Soajo. Houve por aí uns hominhos que decidiram, sem saber observar o que quer que seja, sem nunca pisarem tojo e urzes, sem nunca verem para onde correm as águas, só porque, um tipóide qualquer, gostou mais da palavra Peneda, do que da palavra Soajo e arregimentou outros nesse sentido. Pois fiquem sabendo seus anedotas que as serras da Peneda e de Soajo são serras bem distintas e que a serra de Soajo é a mais alta, com o pico máximo no Outeiro-Mor - o Alto da Pedrada (1416 m).

 Queremos a nossa serra, identificada nos mapas, como deve ser ou somos forçados a pedir a intervenção dos Deuses? A minha amiga Thémis, está preparada para obrigar que os bois sejam chamados pelos nomes

Isto só pode acontecer porque existem galdérios pelos corredores do poder, quer regional quer nacional, que gostam de embaralhar a verdade e lançar umas alteraçãozinhas para se tornarem notados. São pessoas que nada sabem sobre um determinado assunto mas, de repente, acham que são uns experts e trocam as coisas, ou então, os nomes às coisas. É o que está a acontecer com a serra de Soajo. Esses experts, doutorzinhos da caca, feitos à pressa com o dinheiro de quem trabalha, foram mal ensinados por gente que nada sabia sobre Soajo, a Peneda ou o Gerês e inventaram um Parque Nacional. Só que esse Parque Nacional só serviu para arranjar um orçamento para alimentar chulices e nada mais, além de quererem engrandecer a serra da Peneda e matar a serra de Soajo.

Do lado de lá fica a serra da Peneda, bem mais rochosa que a serra de Soajo 

É gente sonhadora, que sonha com ninhures de jeito mas, sobretudo, sonha com as mesas que o Orçamento proporciona. Desde a chamada Primavera Marcelista (não é este, é o outro), (1973?) que o Parque Nacional tem um orçamento e digam-me cá, que foi feito de diferente para melhor na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês? Há cerca de 43-44 anos que o Parque Nacional da Peneda-Gerês apenas existe no papel, um sonho de alguns mas com uma novidade: apenas chama ao Alto da Pedrada, na serra de Soajo, serra da Peneda.

A serra da Peneda fica do lado de lá, na foto, à direita, à esquerda e lá para trás da Senhora da Peneda e do seu rio e caminha de rocha em rocha, sobre os Montes Laboreiro. Para além dos Montes Laboreiro é Galiza, Espanha

Matar a serra de Soajo, onde se acredita que há cerca de 7.000 anos os homens vivem nas suas fraldas e assim a conheceram, onde os reis de Portugal a fizeram seu parque, para as grandes caçadas, como é possíve que gente desavergonhada se atreva a matar o seu nome?

Do lado de cá, na serra de Soajo, também há muita rocha mas nada que se compare aos fraguedos da Peneda

Sabem uma coisa, meus amigos, eu acho que o Ventor tem toda a razão. Ele gostava de ver o Parque Nacional da Peneda-Gerês, um parque sério onde fosse possível fazer coisas sérias. Organizar com gente séria e um orçamento sério uma floresta digna de um Parque Nacional. Fazer voltar os carvalhos, os castanheiros, os vidoeiros e outras árvores dignas dos seus vales. Defender os seus animais selvagens e também os domésticos de modo a que as populações sintam orgulho no seu parque.

Em frente, do lado de lá do rio da Peneda, fica a fraga da Nédia, na serra da Peneda. Por trás desses rochedos ficam as zonas de Adrão e de Soajo para onde era feita a Transumância dos seus gados, a partir de meados dos verãos e que eu saiba nunca pretendemos usurpar o nome à serra da Peneda, uma serra que também é um pouco nossa

Se não é possível isso, é melhor que esqueçam.

O Ventor ainda se lembra de quando andava na escola estudar as serras. Peneda, Soajo, Gerês, Larouco, Bornes e por aí abaixo. Depois, no mapa, víamos as suas localizações, as localizações dos rios, dos caminhos de ferro, das províncias, dos distritos. Parece que hoje as escolas existem para se entreterem a discutir os clubes de futebol e de pouco mais querem saber.

Outono de 2017

 Hoje começa o Outono. Mais um!

Segundo o Ventor, começa às 20:02 horas, o equinócio do Outono.

Outono belezas deste mundo

Vocês não sabem mas o Ventor continua a contar muitas coisas ao vosso amigo Pilantras. Às vezes fico a matutar porque é que os homens precisam saber isto tudo. Outono, Inverno, Primavera, Verão, ... e tudo o mais que envolve essas coisas. Nós os gatos não precisamos disso para nada.

O que nós precisamos é de nos espreguiçar e, especialmente, ao sol e mais ainda ao sol do Outono e do Inverno como vocês dizem. Para nós só há os dias. Dias bons, dias maus, dias de fome, dias de fartura, dias de calor, dias de frio, ...

Mas o Ventor fala-me do Outono de uma forma muito especial. Diz-me que está no OUTONO DA VIDA, que está na 3ª idade, diz-me que está a ficar velho, diz-me que é um jovem da 3ª idade, diz-me que está podre, diz-me que está para morrer, diz-me que não sabe qual de nós vai primeiro, ... eu sei lá! Este gajo está a ficar tarado e eu tenho de o aturar!

Mas já viram o que seria de mim se ficasse sem o Ventor? Estava perdido!



Flor que anuncia a chegada do Outono, pelas Montanhas Lindas do Ventor, tirada nas Fontes

Mas o Ventor também me fala de coisas lindas. Fala-me de flores, do sol, das belezas do mundo, das alegrias e das tristezas. Diz-me que todas as estações têm as suas belezas e o Outono não fica de fora e não fica a dever nada às outras. Para já, no nosso mundo conhecido, há flores todo o ano e há uma flor que o Ventor nunca se esquece dela- é a crock, uma flor rosa que cresce nos montes da serra de Soajo. Ela ainda nasce no verão mas embeleza as montanhas no Outono.



 Foto tirada da Wikipédia, autoria de Bierstadt Albert On the Saco River, no Maine

Depois o Ventor também me fala de coisas que só observa virtualmente. Ele fala-me de Estados Americanos como Massachusettes, Virginia, Maine, Vermonts e muitos outros que me diz que conhece quase como se fossem outra Assureira. São terras onde o Senhor da Esfera distribui artistas bem treinados pelo nosso amigo Apolo e diz-lhes que apenas quer ver autenticas obras de arte. E assim é! Eles utilizam pincéis incríveis e as tintas são do melhor. Depois o Senhor da Esfera, chama o Ventor e diz-lhe: «vê isto, Ventor»! E claro, o Ventor olha e observa essas belezas.

Esta imagem é uma foto tirada da amiga do Ventor - a Wiki, da autoria de chensiyuan. Chamam-lhe hogback mountain e é uma das belezas do Ventor

E não vou dizer mais nada a não ser que, tal como o Ventor, queremos chegar ao Inverno e nessa caminhada, ir dando umas espreguiçadelas.

O morcego

 Hoje vou falar-vos de um animal que o Ventor me falou e que eu via voar no Parque Aventura, na Amadora, nos meus tempos de gato livre. Eram eles que, tal como as andorinhas, limpavam os insectos que nasciam aos milhões na ribeira da Falagueira. O meu entretenimento era só esperar se eles desciam mais um pouco, pelo menos até à altura do meu impulso e, então, talvez conseguisse apanhar algum para mostrar ao Ventor que também percebo algo de morcegos. Agora, em Massamá, nem os vejo. É por coisinhas destas que eu tenho saudades do Parque Aventura. Não pela fome que lá passei e que a minha Dona fazia tudo por me matar essa maldita.

Este é um belo exemplar que o Ventor tirou da nossa amiguinha Wikipédia, carregado por Fallschirmjäger

Este morcego é uma espécie a que chamam Corynorhinus townsendii e pertence à família Vespertilionidae e que habita na América do Norte, menos nos gelos árcticos.

Claro que os morcegos pertencem a muitas espécies (serão, segundo os especialistas, mais de 1.100). Mas o Ventor contou-me três histórias sobre morcegos e eu, aproveito e, enquanto espero que os antiinflamatórios façam algum efeito na coluna dele, vou falar-vos dessas interacções entre os morcegos e o Ventor, aqui.

Como sabem, pelo menos os mais próximos amigos do Ventor saberão, ele nasceu numa bela aldeia de montanha, situada a cerca de 500 metros do nível do mar, nas fraldas da serra de Soajo (eu já lá estive). Um dos entretimentos que o Ventor e os seus amigos de infância tinham, era tentar apanhar morcegos à paulada ou então à pedrada, sendo eles as máquinas voadoras e as pedras, os mísseis lançados pelas mãos e braços do Ventor e compinchas. Mas os morcegos já há muitos milhares de anos (milhões?) que utilizam o sonar e, normalmente, safavam-se sempre. Utilizavam um estratagema a que os homens chamam biossonar ou localização por ecos.

A ponte de Adrão. Hoje esta ponte tem amparas sólidas e altas, onde todas as crianças podem brincar sem receio de cair sobre as rochas do rio. No nosso tempo as amparas de pedra eram baixinhas e, até havia um local onde não havia ampara nenhuma. Ali travávamos as nossas guerras com os morcegos. Nós com uma vara e eles, com a biosonar

Aqui é o Carril, um dos nosso campos de batalha contra os morcegos. Felizmente eles levavam a melhor

Havia, então, nesses tempos, uma guerra entre morcegos e putos que, felizmente, os putos perderam.

Mas o Ventor tem outra história com um só morcego, uma espécie de morcego raposa, um morcego que, em Marrupa, no Norte de Moçambique, teve o descaramento de desafiar o Ventor para um duelo. Apareceu na placa, junto às nossas máquinas voadoras, um grande morcego que o Ventor, com um pau na mão se foi aproximando, com a intenção de o observar melhor. O morcego começou a voar à sua frente, em volta da placa, sempre um metro acima do Ventor dois ou três metros à frente. Chegou uma altura que o Ventor entendeu que o morcego estava a gozar com ele.

Perseguiu o morcego, dando quatro voltas à placa e o resto do maralhal ria-se da palermice do Ventor. Na quarta volta, o Ventor, já chateado, meteu o turbo, quase voou como o morcego e, sem mais, deu-lhe uma cacetada, provando aos presentes que, qualquer máquina pode derrubar outra mesmo que, essa outra, utilize o biosonar. O Ventor arrependeu-se mas já era tarde e nunca mais esqueceu esse morcego.

Agora, há dias, na mata do Jamor, o Ventor e um amigo que também tentava fotografar os pássaros, amigos do Ventor, conversavam sobre essas belezas voadoras e, de repente, começaram a observar um "pássaro" que voava na vertical, tentando chegar à água. Mas que pássaro é este? Não era um pássaro! Era, realmente, o único mamífero voador. Seriam cerca das quatro horas da tarde, estava calor e, a sede, terá feito com que aquele animalzinho, saísse do seu esconderijo e fosse à procura da água. Ele voava na vertical entre uma altura de 1 e 1,5 metros da água.

Nem o Ventor nem o amigo ficaram a saber se o morcego bebeu água. Arrancou rumo às árvores e ficou escondido até, provavelmente, chegar a hora de ir procurar comer.

Rola Brava

 A rola brava é uma das belezas do Ventor, como já foi dito neste post.

Mas o Ventor, sempre que caminha, leva os olhos postos nas árvores, no chão verde, nos bosques e, na procura dos seus amigos penudos, especialmente dos seus amigos de criança, como os pombos bravos, os gaios, as poupas, os cucos e, sem nunca se esquecer das rolas bravas como estas.

Vejam as rolas aqui

Elas descansam frente ao ventor a cerca de 15 m, ao lado do charco onde mataram a sede

Disse-me o Ventor que, caminhava uma tarde destas, nas margens do rio Jamor e colocou-se um pouco à sombra de uma árvore, quando lá longe, esvoaçavam pombos torcazes e outras aves que lhe pareciam rolas. "E se forem rolas bravas"? ... pensou ele junto de um melro! O melro disse-lhe: «elas andam por aí, Ventor, eu já as vi». "Oh, black, tu tens a certeza"? «Absoluta, Ventor. Elas topam-se à légua»!

Assim foi. O Ventor ficou por ali um pouco e, de repente, sentiu um bater de asas especial. Ali, perto do Ventor e do melro, estava um charco de água suja, lamacenta onde, de vez em quando, passam carros. Caminhando nesse trilho, rumo ao charco, lá vinha uma menina linda do ventor a célebre (Streptopelia turtur), a nossa rola brava ou rola-comum. O Ventor ficou quietinho, na sombra. Nem acreditava que a sua beleza se dirigia para ele. Nem se mexeu, só para a observar. Lá atrás, vinha outra, seria o seu par. O Ventor nem mexeu a máquina! Viu-as beber água, como as via em Vila Cabral. Em Vila Cabral, eram sempre grupos delas. Elas beberam e dirigiram-se para as árvores. O Ventor continuou a caminhada dirigindo-se para o carro. Pegou no carro e levou-o para o local do charco, mais em cima. Dali, pela janela do carro fotografava, com a máquina no silêncio, toda a passarada que ia ao charco.

Rola-brava ou rola-comum (Streptopelia turtur). Ela sabia que eu estava dentro do carro mas, também sabia que eu só a queria olhar. Por isso, foi deitar-se, bem perto, para que os meus olhos matassem saudades

Dentro de algum tempo, outro casal de rolas bravas, caminha direito ao charco. Apontei a máquina e esperei. Elas viram o carro e desconfiaram. Uma ainda tentou esboçar um voo de fuga, mas não. Como eu fiquei quietinho, ela dirigiu-se ao charco e a outra logo atrás, meteram o bico todo pela água dentro e mataram a sede. Saíram da água, sempre a olhar-me de lado. Pararam a cerca de 15 metros de mim. Uma deitou-se e a outra, depois de observar tudo em volta e voltar a olhar o carro, deitou-se também. Ficaram as duas ali, deitadas (foto de cima) e eu, alegre e silenciosamente ia disparando a máquina.

O Ventor disse-me que elas lhe disseram:

«Estamos tão cansadas Ventor que tu nem imaginas. Já viste a nossa vida? Depois de voarmos sobre os céus de África, de observar os charcos, desde as alturas, era sempre uma tormenta para matarmos a sede. Aqui é a mesma coisa. Voamos mais de 10.000 km, para nos podermos reproduzir e, para mal dos nossos pecados, depois de termos os nossos filhos criados, somos submetidas a intensos tiroteios só escapando à tortura e à morte, cada vez menos de nós. Tu ainda nos vais vendo e eu sinto que nos teus olhos só está presente o prazer da nossa companhia. Um dia, Ventor, muitos ficarão esperando a nossa chegada, como tu fazes hoje e não nos verão. O nosso destino será o destino da maioria das espécies que ainda vivem neste nosso Planeta Azul.

Quico Pilantras   O Quico continua a observar-nos   Tu eras o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo com...